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5 maneiras como estamos comendo de forma diferente e o que isso significa para a segurança de alimentos

04 de junho de 2019
Woman in grocery store image for Ruth Petran blog

Temos expectativas mais altas do que nunca em relação aos nossos alimentos. Hoje em dia, os consumidores prestam atenção às etiquetas de ingredientes, querendo saber o que exatamente há em sua comida e se o que comem é "limpo". Também estamos comprando mais alimentos que já foram considerados de nicho, como locais, orgânicos e proteínas de plantas.

Essas demandas causaram importantes mudanças no setor alimentício e agora devemos descobrir como continuamos garantindo a segurança de alimentos. Aqui estão cinco importantes tendências alimentares que têm implicações significativas na forma como mantemos nossos alimentos seguros.

1. Alimentação personalizada
Ficaram para trás os dias em que seus amigos e vizinhos comiam os mesmos alimentos que você. Em vez disso, há uma quantidade maior de opções, permitindo que você coma uma dieta personalizada às suas necessidades e desejos exclusivos. Essas opções vão desde opções cetogênicas até proteínas de plantas e alimentos e bebidas com infusão de CBD, um composto de cannabis que atualmente tem recebido destaque na mídia, principalmente em partes dos EUA.

Esse aumento na personalização significa que é fundamental ser proativo ao entender e resolver potenciais riscos de novos alimentos e ingredientes que possam ser menos comuns ao setor alimentício. Isso também significa passar por novos regulamentos de segurança de alimentos. Por exemplo, podemos esperar mais orientações regulatórias relacionadas aos sistemas de entrega de alimentos no futuro.

2. Etiquetas limpas
Embora tenhamos mais opções de alimentos do que nunca, os consumidores também estão exigindo mais simplicidade e transparência nos ingredientes dos alimentos. A demanda por "alimentos limpos" assume muitas formas, inclusive falta de conservantes e ingredientes facilmente reconhecíveis.

Remover conservantes, inclusive sódio, dos alimentos pode resultar em um prazo de validade menor. Isso também significa que precisamos de métodos cada vez mais inovadores de manter uma alta qualidade e segurança de alimentos. Da perspectiva de reputação das marcas, isso também significa que as empresas precisam adotar mais transparência e precisarão responder mais rapidamente às solicitações dos consumidores por mais informações sobre os alimentos que comem.

3. Alimentos globais
Com nosso mundo ficando mais interconectado, agora temos acesso a mais culinárias globais do que nunca. Também estamos importando mais alimentos, principalmente frutos do mar, de países como China, Tailândia, Canadá, Indonésia, Vietnã e Equador.

Isso significa que geralmente estamos consumindo alimentos que viajaram longas distâncias até chegarem aos nossos pratos, o que pode significar mais risco à qualidade dos alimentos. O risco também é exacerbado por legislações e cumprimentos inconsistentes de segurança de alimentos em diferentes partes do mundo.
 
4. Crescimento do comércio eletrônico
De acordo com a pesquisa sobre alimentos e saúde de 2017 do International Food Information Council, 55% das pessoas da geração Y dizem que a conveniência é o principal fator ao comprar alimentos. Não surpreende que eles sejam uma força motriz por trás do crescimento da entrega de comida. Na verdade, restaurantes que não oferecem entrega de comida correm um grande risco de perder clientes.

Com o aumento na popularidade da entrega de comida, os restaurantes (e empresas de entrega) precisarão avaliar os riscos introduzidos no processo de entrega. As principais preocupações incluem controle de temperatura e minimizar o potencial de contaminação cruzada.

5. Aumento na demanda de alimentos seguros
Subjacente a isso tudo está o fato de que as empresas do setor de alimentos estão enfrentando demandas maiores de uma população em constante crescimento que precisa de mais calorias e governos que estão endurecendo os regulamentos de segurança de alimentos.

O caminho para o futuro é ter estratégias de gestão de riscos de segurança de alimentos que incluam ter uma forte cultura de segurança de alimentos na sua organização. Nosso mundo só vai ficar mais complexo. Tratar da segurança de alimentos de forma proativa significará a diferença entre o fracasso e o sucesso da saúde pública.
 

Sobre o autor

Ruth Petran, Ecolab Food Safety Expert
Ruth Petran, PH.D, CFS

Vice-presidente

Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia, Segurança de Alimentos e Saúde Pública

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